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Bombeiros registram pontos de alagamento em Goiânia

Diário da Manhã – Cidades - 06/04/2009

Ruas que contornam a Praça da Bíblia, no Universitário, alagadas: pedestres e motoristas sofrem para travessia

O Corpo de Bombeiros registrou, pelo menos, dois pontos de alagamento, em decorrência da chuva, no início da noite de ontem, em Goiânia. A Defesa Civil foi deslocada para os locais para atender os moradores. Não houve registro de vítimas graves.

A chuva causou transtornos aos moradores do Residencial Itamaracá. Na Rua RIT-13, quatro casas foram alagadas pela água acumulada. No lado oposto da Capital, no Parque Santa Cruz, outras três ruas também foram atingidas pela água. Na Rua SC-10, atrás da sede da Rádio Brasil Central, a água da chuva acumulada derrubou um muro e alagou casas próximas.

Na Avenida T-9, moradores e comerciantes também tiveram de enfrentar a água que se acumulou e invadiu as lojas e casas. O nível da água impediu o trânsito de carros e ônibus. Na ponte da Avenida Marechal Rondon, o nível do Rio Meia Ponte subiu e alagou a pista. A Agência Municipal de Trânsito (AMT) registrou, até o fechamento desta edição, nove acidentes. As colisões aconteceram nas avenidas Fued Sebba, Fuad Rassi, Jamel Cecílio, T-6, Solar e T-15 e ruas Santa Catarina (dois acidentes) e Professor Luziano Costa.
 

 

PM apreende 9 jovens por apologia ao crime

O Popular - Cidades - Dia 05/04/2009

Perfil no Orkut que ajudou a polícia a identificar jovens

Cinco meninos e quatro meninas entre 10 e 16 anos, de Luziânia, apareciam em fotos e vídeos na internet exibindo armas e drogas

Almiro Marcos

Nove crianças e adolescentes, com idades entre 10 anos e 16 anos, foram apreendidos pela Polícia Militar de Luziânia, no Entorno de Brasília, por apologia ao crime. Os jovens apareciam em páginas de relacionamento da internet e em um site de vídeos portando armas e exibindo a imagem de um vaso de maconha. Os garotos foram recolhidos na última sexta-feira, ouvidos pela Polícia Civil e depois liberados.

Parecia ser uma brincadeira de criança. Um grupo de amigos criou perfis no Orkut onde existiam desafios à polícia e valorização do crime. Um dos perfis dizia: “setor fumal sem posto policial so marginal” (sic) (ver fac-simile nesta página). Na foto do perfil, vários garotos apareciam numa praça em poses desafiadoras. Eles ainda não sabiam que eram monitorados.

O caso acabou se tornando sério porque a PM recebeu uma denúncia de que jovens de Luziânia estavam fazendo apologia ao crime na internet. Além dos perfis do Orkut, existiriam também vídeos no You Tube, onde os garotos exibiam armas e mostravam a imagem de uma planta parecida com a maconha. Eles se vangloriavam, dizendo que dominavam a região do Morro da Farinha.

Como um dos perfis do Orkut identificava um bairro (Setor Fumal), a PM não demorou para identificar as primeiras pessoas. O setor fica na Região Sudoeste de Luziânia e é conhecido como Morro da Farinha, uma área habitada por pessoas de baixa renda que anteriormente era dominada pelo tráfico de drogas. Segundo a PM, a situação atualmente estaria quase normalizada.

Demorou apenas alguns dias para que os policiais militares identificassem seis meninos e três meninas (até ali a polícia não sabia que eles eram todos menores) que faziam parte de um grupo de amigos que se reunia todas as noites em um praça no Setor Fumal. O local, inclusive, era o ambiente de várias fotos.

Na manhã de sexta-feira, mais de dez policiais foram mobilizados em uma operação. A maior parte dos jovens foi localizada em suas casas. Para surpresa dos policiais, todos eram menores. Todos foram encaminhados para a Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) junto com familiares.

O tenente Eric Chiericapo, comandante de Policiamento Urbano do 10º Batalhão da PM, explica que os familiares ficaram surpresos com o envolvimento dos meninos em apologia ao crime. “Os pais são trabalhadores e não imaginavam que os filhos estivessem fazendo esse tipo de coisa”, explica o militar. Ele lembra que não existem registros de passagens policiais dos jovens, que ficaram assustados após terem sido descobertos.

Com o grupo a PM encontrou duas armas de brinquedo e uma de fabricação caseira (chamada popularmente de bate-bucha). Já um revólver 38 e um vaso de maconha, que apareciam em um vídeo, eram imagens retiradas pelos jovens da própria internet. Os garotos e garotas justificaram que tudo não passava de uma brincadeira. Mesmo assim, todos devem responder por apologia ao crime.

O tenente Chiericapo salientou que apesar de aparentemente se tratar de uma brincadeira, problemas mais sérios podem nascer de uma situação como esta.
 

 
Crianças fogem e mobilizam 14 bombeiros

O Popular - Cidades - Dia 05/04/2009

DESAPARECIMENTO

Vinicius Jorge Sassine

Morador de uma casa na beira do Rio Descoberto, vivendo com a mãe, o padrasto e mais três irmãs, pobre e com dificuldades de aprendizagem, um garoto de 10 anos, fugiu de casa com a irmã, de 4, e provocou uma busca pelo Corpo de Bombeiros que incluiu cães farejadores. Os irmãos são de Santo Antônio do Descoberto, no Entorno do Distrito Federal, e fugiram de casa no fim da manhã de quinta-feira.

Na sexta-feira e na manhã de ontem, 14 bombeiros de Brasília e de Pirenópolis procuraram as crianças na região do rio que passa pela cidade. No fim da manhã, os bombeiros foram informados que os dois haviam sido vistos em Samambaia, cidade-satélite do Distrito Federal. As buscas foram encerradas e a passaram à responsabilidade dos Conselhos Tutelares de Samambaia e de Santo Antônio do Descoberto.

Segundo a conselheira Margarete Tavares de Matos, de Santo Antônio do Descoberto, o menino já ficou seis meses em um abrigo para crianças e adolescentes. Segundo ela, isso ocorreu porque ele tem dificuldades de convívio familiar. O garoto vive com a mãe, o padrasto e as irmãs. Os conselheiros tentam localizar os irmãos para levá-los de volta para a família, em Santo Antônio do Descoberto.
 

 
Um afogamento a cada dois dias

O Popular - Cidades - Dia 05/04/2009

Em março, 18 pessoas morreram afogadas. Casos em Goiás cresceram 60% nos três primeiros meses de 2009 em relação ao mesmo período de 2008

Deire Assis

Quarenta pessoas morreram no Estado este ano vítimas de afogamento, revelam as estatísticas do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás. O número é 60% superior ao registrado no mesmo período de 2008, quando ocorreram 25 mortes. Os casos explodiram em março, quando houve mais de uma morte a cada dois dias: 18 pessoas morreram no mês.

O que mais choca nesses episódios é que praticamente todos poderiam ter sido evitados, já que a causa da maioria dos afogamentos é a imprudência da própria vítima ou de alguém que a acompanha, quando a vítima é uma criança. Três, de até 10 anos, morreram afogadas entre janeiro e março deste ano.

Uma das mortes, de um menino de 3 anos, ocorreu em uma fazenda no município de Formosa, em janeiro. De acordo com o registro do Corpo de Bombeiros, a criança morreu junto com uma mulher de 44 anos. Outro caso de morte de criança foi a de Kaike Gomes Fogaça, de 2 anos, que morreu afogado em uma cisterna no Jardim Cascata. Há suspeita de que um adolescente o tenha jogado no poço.

Nessa semana, o Corpo de Bombeiros de Goiás lança uma campanha em todo o Estado com o objetivo de prevenir novos casos de afogamentos especialmente no próximo feriado prolongado, o da Semana Santa. “No carnaval deste ano tivemos oito mortes”, alerta o tenente-coronel Martiniano Gondim de Sousa. Para ele, o aumento do volume de chuvas limpa os rios que cortam o Estado, o que se transforma num chamariz para banhistas.

Excesso de bebida

Segundo o coronel Martiniano, o consumo de bebida alcoolica está relacionado à imensa maioria dos casos de afogamentos de adultos. “No carnaval, a maior parte das vítimas era jovem e havia bebido”, afirma ele. O assessor explica que as mortes ocorreram em áreas privadas, onde não havia a presença do Corpo de Bombeiros.

O sargento do Corpo de Bombeiros Ronaldo Marques de Araújo, de 38 anos, tem oito anos de profissão dedicados à atividade de mergulho. Nesse tempo, deparou-se com situações extremamente dramáticas. “Quase sempre a família permanece ali, do lado, aguardando o resgate do corpo para o sepultamento. Fazemos de tudo para abreviar o sofrimento dessas pessoas.”

Negligência

Para o mergulhador, as ocorrências mais difíceis são as que envolvem o afogamento de crianças. “Elas não têm noção do que estão fazendo. É o adulto que precisa protegê-las e nem sempre faz isso”, diz. “Se a criança é vítima de afogamento, alguém foi negligente com a segurança dela.”

Os adolescentes são também vítimas frequentes de afogamentos. “Eles se envolvem com a turma e muitas vezes querem se exibir para os colegas. Os pais precisam colocar limites, orientar”, sugere.

Para o tenente Marcos Vinícius Borges Silva, mergulhador há cinco anos, o desgaste físico causado pelo tempo que o bombeiro passa mergulhando tentando retirar o corpo da água é muito menor que o provocado pela tristeza da família da vítima. “Todos ficam muito ansiosos mas às vezes a demora pelo resgaste dura mais de dois, três dias.”

Em 2006, o resgate do corpo de uma criança marcou o mergulhador. “A gente percebe que saber que estamos empenhados nas busca alivia um pouco a dor dos pais e familiares.” Segundo ele, o maior tempo gasto para resgatar o corpo de um afogado foi em Luziânia. Foram 12 dias até que localizassem o corpo de um jovem de 19 anos distante 120 quilômetros do local onde houve o afogamento.

“A gente percebe que saber que estamos empenhados nas busca alivia um pouco a dor dos pais e familiares” Marcos Vinícius Borges Silva, tenente do Corpo de Bombeiros

Mortes marcam comunidade

A morte de João Marcos, de 12 anos, e de outros quatro amigos dele, no ano passado, marcou a comunidade inteira que mora na Vila São José, nas proximidades do Córrego Cascavel. João Marcos era o mais velho. Os amigos tinham entre 6 e 8 anos. O banho no córrego na manhã de um domingo de junho terminou com a morte dos cinco.

A família de João Marcos também morreu um pouco desde o ocorrido. O pai, o encarregado de obras Marcos Antônio Pachedo, de 44, diz que abandonou o trabalho que adorava fazer quando o filho morreu. Ele comandava excursões, o que deixava João Marcos muito empolgado. “Nunca mais consegui fazer viagens, porque elas me lembrava ele demais.” A tragédia que marcará para sempre a família ocorreu no dia 1º de junho de 2008.
 

 
Drogas são encontradas com alunos em escola no Centro

Diário da Manhã – Cidades – Dia 04/04/2009

Duas semanas antes da ação de PMs no Colégio Albert Sabin, quatro menores com idades entre 13, 14 e 16 anos foram flagrados pelo Batalhão Escolar portando drogas no Colégio Estadual José Carlos de Almeida, Centro. Eles foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) e liberados em seguida.

A ação da PM aconteceu após denúncia anônima à direção do colégio. Os menores estariam consumindo maconha dentro da sala de aula. Todos foram autuados por tráfico e associação para o tráfico. Um deles, de 16 anos, foi flagrado portando munições calibre 38. Ele já cumpria medida socioeducativa por outra infração.

Na delegacia, os menores teriam alegado constrangimento e humilhação, devido à abordagem dentro da escola. O comandante do Batalhão Escolar, coronel Camargo, ressaltou que o processo de revista não é ilegal e que não houve abuso de autoridade neste caso. “Até que provem o contrário, não reconheço irregularidades na ação”.

“É preciso tomar cuidado para não transformarmos o policial em bandido e o bandido em vítima”, argumentou. O processo de revista dos alunos foi acompanhado pela direção da escola, que não se pronunciou. A Secretaria Estadual de Educação informou que soube da ação no fim da tarde de ontem, mas que tomará providências.

A titular da Depai, Nadir Cordeiro, acredita que a permissão da Secretaria da Educação e de Segurança Pública para que PMs do Batalhão Escolar atuem dentro das escolas pode favorecer denúncias de abuso. O argumento é que, ao ser constatado o ato infracional do menor, este deve ser encaminhado, imediatamente, para a delegacia mais próxima. Ela acredita que, assim, casos de abuso de autoridade podem ser evitados. (Colaboraram Marcos Coelho e Cristiane Lima)
 

 
Bombeiros de Luziânia resgatam corpo no Rio Paranã

Bombeiros do 5º Batalhão Bombeiro Militar (5ºBBM), de Luziânia, foram acionados para realizar buscas do corpo de uma vítima de afogamento no rio Paranã, na divisa dos municípios de Iaciara e Flores de Goiás.

As buscas se iniciaram na manhã de quinta-feira (02) e se encerraram ao fim da tarde do mesmo dia, quando a equipe conseguiu encontrar o corpo.

A guarnição de salvamento Náutico composta por 1º Sgt Edmar, Cb Anderson, Cb Miranda e Cb Mendes, compareceu ao local, realizou buscas com embarcação e mergulhos. O corpo de Eronildo Moreira de Melo, 48, foi localizado e resgatado pelos bombeiros a aproximadamente cinco quilômetros abaixo do provável local de origem.

Segundo uma testemunha, a vítima tentou atravessar o rio da margem do município de Flores à margem de Iaciara, quando desapareceu sob as águas.

O corpo da vítima ficou sob responsabilidade do Instituto Médico Legal de Formosa. Fonte: Natalia Martins, do DM Online
 

 
Seu Direito

Coluna Direito e Justiça – O Popular

“A questão consiste em saber se teria direito à pensão a filha menor de bombeiro militar do DF que faleceu 32 dias antes de completar os dois anos exigidos na Lei 3.765/60 para alcançar a condição de segurado obrigatório. O ministro Nilson Naves inaugurou a divergência, dando provimento a recurso do MP para reconhecer o direito da garota à pensão militar, mas condicionada a pensão ao recolhimento do valor dos dias que faltaram para o preenchimento de carência. Isso posto, renovado o julgamento, a Turma negou provimento ao recurso da menina que pedia o reconhecimento da morte violenta do militar, incidindo a Súmula 7-STJ, e julgou procedente o recurso do MP, concedendo a pensão. Precedentes citados: REsp 97.353-DF, DJ 13.10.1997; REsp 953.395, DJ 3.3.08, e REsp 126.364, DJ 20.4.98.” REsp 660.310. Relator para acórdão min. Nilson Naves, julgado em 5.3.2009.
 

 

Batalhão Rodoviário intensifica fiscalização na Semana Santa

Agência Goiana de Comunicação

O Batalhão de Polícia Militar Rodoviário vai intensificar a fiscalização nas rodovias que dão acesso às cidades turísticas goianas durante o feriado da Semana Santa. A medida será possível com os 25 novos bafômetros que foram doados nesta quinta-feira pela Agetop. A afirmação é do comandante do Batalhão, tenente-coronel Washington Luiz Teles Cavalcante.

Os novos bafômetros são destinados aos 32 postos de apoio rodoviário e ao Tático Operacional Rodoviário (TOR). O bafômetro permite a fiscalização no cumprimento da lei que prevê multa e suspensão da CNH do motorista alcoolizado. Os 25 novos equipamentos se somam a outros dez já existentes e, com eles, será possível fiscalizar as rodovias estaduais. “Ainda sobram bafômetros para que equipes façam a patrulha nas estradas de maior movimentação durante feriados, o que vamos fazer na Semana Santa”, afirmou o comandante ao confirmar o trabalho que será feito na semana que vem.

A partir da próxima quinta-feira, dia 9, e até domingo, dia 12, o Batalhão Rodoviário intensifica a fiscalização nas rodovias que dão acesso a Caldas Novas, Luís Alves, Aruanã, cidade de Goiás e Pirenópolis. O objetivo é evitar motoristas alcoolizados ao volante.
 

 
Aprovada vigilância a detentos

O Popular – Cidades – Dia 02/04/2009

Brasília - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou ontem o projeto que regulamenta o uso da tornozeleira ou da pulseira eletrônicas para presos em regime aberto, semiaberto, com penas que restringem horários e frequência a lugares, em casos de liberdade condicional ou de saídas temporárias. A medida segue para análise do plenário da Casa e depois para sanção do presidente da República.

O texto diz que o aparelho não deve ser “ostensivo” e que servirá para informar, à distância, horário e localização do usuário, caso o juiz responsável decida pelo seu uso. Se a pessoa violar o aparelho pode ter a pena mais rígida. Ele também fica obrigado a receber visitas do servidor responsável pela monitoração eletrônica e cumprir suas orientações, além de informar qualquer falha no equipamento. O senador Demóstenes Torres (DEM), relator da matéria, diz que os juízes não serão obrigados a adotar o equipamento eletrônico, mas que ele servirá para reduzir crimes. (Folhapress)
 

 

Polícia começa a atuar em escolas para conter violência

Diário da Manhã - Cidades - Dia 02/04/2009

Polícia começa a atuar em escolas para conter violência

Medida é adotada após registro do aumento de crimes em unidades de ensino. Projeto será desenvolvido por grupo de estudo e terá cinco etapas

Conde de Deus

Da direita para esquerda: coronel César Pacheco, dom Washington Cruz, Milca Severino, Ernesto Roller, Antônio Elias e Aredes Corrêa durante solenidade de assinatura de convênio Com o objetivo de combater a criminalidade nas 1,7 mil escolas estaduais em Goiás, a Polícia Militar (PM) começa hoje a Operação Nota Azul. A ação faz parte do acordo firmado na manhã de ontem, durante encontro no Auditório da Secretaria da Segurança Pública (SSP), entre a secretária Estadual de Educação, Milca Severino, e o secretário da Segurança Pública, Ernesto Roller. Projeto desenvolvido por um grupo de estudo das duas pastas está dividido em cinco etapas, que formam um ciclo de atividades. A medida foi tomada depois do alto registro de violência nas escolas da Capital, quando um menino de cinco anos foi abusado por um vendedor de picolé no banheiro de uma escola. Na Delegacia Estadual de Apuração de Atos Infracionais, (Depai), em três meses foram registradas mais de 100 ocorrências.

Mas a violência nas escolas não está restrita a Goiânia. No mundo, a cada dia um milhão de crianças são vítimas ou autoras de algum tipo de agressão no ambiente de aprendizado, conforme pesquisa recente divulgada pela Organização Não-Governamental (ONG) International Plan. No Brasil especificamente, a pesquisa mostra que 84% de 12 mil estudantes de seis Estados reportaram suas escolas como violentas. Cerca de 70% desses 12 mil estudantes afirmaram ter sido vítimas na escola.

Para combater e dar tranquilidade aos estudantes, as ações da polícia ocorreram simultaneamente em todas os 14 comandos da PM e nas 11 companhias em Goiânia. A Operação Nota Azul é uma das ações previstas no projeto, que pretende diagnosticar as fragilidades de cada escola e trabalhar para eliminá-las. O chefe de Operações da PM, tenente-coronel Julio Cesar Mota, que coordena o projeto da SSP, explica que o primeiro passo é identificar, através de encontro com professores, alunos e funcionários das instituições, e com patrulhamento diário, as principais ameaças dentro e fora da sala.

A secretária de Educação, Milca Severino, disse que decidiu propor parceria à Secretaria da Segurança Pública porque recebeu muitos e-mails e ofícios de professores e diretores de escolas clamando por segurança. “Tenho um ofício assinado por uma diretora de escola que foi ameaçada morte.”

Secretária reconhece falha em suposto abuso de PMs em revista em colégio

A secretária de Educação, Milca Severino, reconheceu ontem que houve falha na abordagem de alunos na Escola Albert Sabim, no Jardim Petrópolis, por policiais do Batalhão Escolar. Na segunda-feira, 30, os PMs obrigaram 200 alunos a ficarem nus para uma revista. “Estou aproveitando esse exemplo negativo para mostrar que precisamos criar políticas de segurança baseadas no Estatuto da Criança e do Adolescente, nas leis e nas diretrizes educacionais”, disse Milca.

A direção da escola teria chamado os policiais depois que R$ 900 foram roubados da sala de aula durante o recreio. As meninas foram para o pátio enquanto os meninos foram vistoriados na sala de aula. O dinheiro seria usado para a compra de camisetas de formatura da turma do 9º ano. O dinheiro não foi encontrado pela polícia durante a revista. Ontem, o Ministério Público pediu abertura de inquérito policial para apurar possíveis responsabilidades da direção da escola ou da Polícia Militar. Segundo o promotor Everaldo Sebastião de Sousa, uma apuração inicial mostra que a revista foi feita de forma arbitrária e ilegal. “Se ocorreu um crime dentro da escola, a diretora deveria solicitar que a Polícia Civil descobrisse a autoria e não ter feito da forma que ocorreu, que foi arbitrária e que a lei não autoriza.” De acordo com ele, se constatadas responsabilidades, os culpados poderão até perder os cargos. Pais e alunos ficaram revoltados com a atitude e alegam que os estudantes foram constrangidos. “Quem se recusou a retirar a roupa foi acusado de roubo”, disse um aluno que não se identificou. A diretora da escola não quis falar sobre o assunto. O arcebispo de Goiânia, dom Washington Cruz, criticou a ação da Polícia Militar e disse que educação é que é importante e polícia tem outros meios para fazer tal ato preventivamente e não na hora do “barulho”. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Carlos Antônio Elias, afirmou que a Polícia Militar está preparada. “Estamos alertas para coibir excesso e abusos. O nosso interesse é garantir a segurança de alunos e professores. Eu peço a confiança da comunidade na Polícia Militar. Estou convencido de que alcançaremos bons resultados.” A Secretaria da Segurança Pública disse que a ação dos policiais foi equivocada e que foi instaurada uma sindicância para apurar o caso.

Ação quer levar alunos a resistir a assédios

O comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Carlos Antônio Elias, informou que a Operação Nota Azul abrange todo o Estado. “Não será criada uma tropa específica. O Batalhão terá um papel importante. Vai treinar outros policiais.” Segundo Elias, a Operação Nota Azul vai “descontaminar” o ambiente escolar e continuar o programa com palestras e contatos com escolas e pais para que o crime não retorne: “Queremos uma polícia cidadã, menos bélica. Estamos prontos para a missão.”

A PM e as escolas vão identificar os motivos que levaram o aluno a ser vitimado e ampliar programa de prevenção ao uso de drogas. A meta é preparar 100% dos estudantes com idades entre 8 e 12 anos para resistir a todo tipo de assédio.

Secretário da Segurança Pública, Ernesto Roller convocou a sociedade para olhar a ação da polícia nas escolas de forma diferente. “Agora é o momento da parceria para cuidar da juventude e dos responsáveis por sua formação.” Roller disse que críticas são esperadas, mas lembrou que ações preventivas dão resultado.
 

 

   
 
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